segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A minha primeira história

Com o tema do Blog a primeira história não poderia ser diferente se não a história da minha mãe e por consequência a do meu nascimento, vejam só:

Aos 22 anos, ela já estava casada há um ano, desejava ter seu primeiro filho, deixou o anticoncepcional e com um mês já engravidou, rápido né!
A sua primeira gestação foi tranquila, na época ela trabalhava em um supermercado como caixa e trabalhou durante toda a gravidez, meu nascimento era previsto para 05 de janeiro, porém em 31 de Dezembro a minha história foi antecipada.
No dia 31 ela almoçou e foi dormir um pouco, de repente acordou com vontade de comer um biscoito especifico, meu pai retrucou porque eles tinha ido ao supermercado naquela semana e tinha vários biscoitos em casa, mas ela não queria nenhum daqueles, e fez questão de ir ao supermercado para saciar sua vontade.
Naquele dia tinha chovido, e o asfalto estava ainda molhado. Ela comprou seu biscoito e na saída do supermercado foram atravessar a rua, ela disse que de longe avistou um carro em alta velocidade e avisou para atravessarem rápido. Ela correu e meu pai ficou, como grávida não é muito rápida o carro pegou ela em cheio, com o impacto ela foi arremessada no capô do carro, o vidro do para-brisa quebrou, ela rolou e caiu no asfalto.
Teve muitas escoriações e quebrou a Bacia, um pedaço do vidro do para-brisa entrou na parte de cima da sua barriga e outro vidro cortou o tendão da mão esquerda.
De tão nervosos não esperaram ambulância e quem a socorreu foi um taxista que passava na hora do acidente.
No hospital fizeram uma cesariana as pressas, e o bebê não sofreu nada, além do susto.
Por conta do acidente ela ficou sem andar por dois meses, apenas ficava na cama. O médico disse a ela que andaria de bengala para sempre, mas com a sua perseverança e força ela andou após dois meses e meio e sem precisar de nenhum apoio.
Ela não amamentou, pois não tinha condições por conta do acidente, após três meses do parto ela enfim podia cuidar de mim, antes disso minha avó fez às vezes de mãe.
Amo muito minha mãe pelo que ela é e tudo que ela passou, depois que me tornei mãe amo ainda mais, porque consigo ter ideia do que ela sofreu.
Quando tive o Matheus ela ficava em casa me ajudando, um dia me observando amamentar ela disse:
- Sabe filha o acidente me deu dores no corpo, mas não poder te amamentar fazia o meu coração doer, mas como nada na vida é por acaso, tinha que ser assim.

Para minha mãe SER MÃE é: Dar continuidade a vida, a família, ao amor, os seus filhos são a maior riqueza que ela deixa na terra.

Conte sua história, envie um e-mail para maeeafins@gmail.com
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2 comentários:

  1. Posso começar a chorar agora ou tem mais???estou de 39 semanas e 4 dias e hormônios a flor da pele,mas sua história realmente é de tirar o fôlego de qualquer uma.

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  2. É Tati, eu admiro muito minha mãe por tudo isso.

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