Aos 22 anos, ela já estava casada há um ano, desejava ter
seu primeiro filho, deixou o anticoncepcional e com um mês já engravidou, rápido
né!
A sua primeira gestação foi tranquila, na época ela
trabalhava em um supermercado como caixa e trabalhou durante toda a gravidez,
meu nascimento era previsto para 05 de janeiro, porém em 31 de Dezembro a minha
história foi antecipada.
No dia 31 ela almoçou e foi dormir um pouco, de repente
acordou com vontade de comer um biscoito especifico, meu pai retrucou porque
eles tinha ido ao supermercado naquela semana e tinha vários biscoitos em casa,
mas ela não queria nenhum daqueles, e fez questão de ir ao supermercado para
saciar sua vontade.
Naquele dia tinha chovido, e o asfalto estava ainda molhado.
Ela comprou seu biscoito e na saída do supermercado foram atravessar a rua, ela
disse que de longe avistou um carro em alta velocidade e avisou para
atravessarem rápido. Ela correu e meu pai ficou, como grávida não é muito
rápida o carro pegou ela em cheio, com o impacto ela foi arremessada no capô do
carro, o vidro do para-brisa quebrou, ela rolou e caiu no asfalto.
Teve muitas escoriações e quebrou a Bacia, um pedaço do
vidro do para-brisa entrou na parte de cima da sua barriga e outro vidro cortou
o tendão da mão esquerda.
De tão nervosos não esperaram ambulância e quem a socorreu foi
um taxista que passava na hora do acidente.
No hospital fizeram uma cesariana as pressas, e o bebê não
sofreu nada, além do susto.
Por conta do acidente ela ficou sem andar por dois meses,
apenas ficava na cama. O médico disse a ela que andaria de bengala para sempre,
mas com a sua perseverança e força ela andou após dois meses e meio e sem precisar
de nenhum apoio.
Ela não amamentou, pois não tinha condições por conta do
acidente, após três meses do parto ela enfim podia cuidar de mim, antes disso minha
avó fez às vezes de mãe.
Amo muito minha mãe pelo que ela é e tudo que ela passou,
depois que me tornei mãe amo ainda mais, porque consigo ter ideia do que ela
sofreu.
Quando tive o Matheus ela ficava em casa me ajudando, um dia
me observando amamentar ela disse:
- Sabe filha o acidente me deu dores no corpo, mas não poder
te amamentar fazia o meu coração doer, mas como nada na vida é por acaso, tinha
que ser assim.
Para minha mãe SER MÃE é: Dar continuidade a vida, a família,
ao amor, os seus filhos são a maior riqueza que ela deixa na terra.
Conte sua história, envie um e-mail para maeeafins@gmail.com
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Posso começar a chorar agora ou tem mais???estou de 39 semanas e 4 dias e hormônios a flor da pele,mas sua história realmente é de tirar o fôlego de qualquer uma.
ResponderExcluirÉ Tati, eu admiro muito minha mãe por tudo isso.
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